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Notícia
14 de Dezembro de 2010

SEMINÁRIO NACIONAL DE ARBITRAGEM

     O Seminário nacional de arbitragem do dia 7 de novembro, coordenado pelo vice-diretor de arbitragem Seizi Oga, teve enfoque principal o manner, tema de suma importância para os jogadores e juízes de gateball.  No gateball que é um esporte essencialmente de lazer e recreação, um pouco diferente de outras modalidades onde há profissionalismo,  o comportamento e a disciplina são levados muito em consideração.  
     O gateball é um esporte, assim é natural que os seus praticantes queiram vencer nas suas competições.   Essa vontade é uma coisa inerente ao ser humano. Entretanto, nos jogos de gateball, as boas maneiras, a compreensão e a tolerância com seus companheiros são fundamentais para construção de um ambiente agradável e preservação de amizade duradoura. Este esporte contribui inclusive para a formação de jovens, ensinando-lhes a maneira correta de viver em coletividade.
     As palestras sobre manners foram proferidas pelos vice-diretores Seijiro Nagata e Kazushi Sugahara, o primeiro abordando o tema Função do orientador com relação a manner e o segundo  Manner de jogadores e árbitros durante o jogo de gateball.  Estas duas apresentações, em conjunto, podem ser resumidas em seguintes itens:  a) capitães e jogadores devem interpretar e cumprir fielmente as regras oficiais de gateball;  b) capitães e jogadores devem aceitar com espírito esportivo as decisões dos árbitros;  c) capitães e jogadores devem, em relacionamento com os companheiros de sua equipe ou de adversário, utilizar palavras corretas e com honestidade;  d) capitães e jogadores não devem tomar atitudes que visem retardar ou dificultar o andamento do jogo;  e) qualquer pergunta dirigida pelo capitão aos árbitros deve ser feita com delicadeza e educação; f) evitar atitudes e palavras que contrariem o desportismo e depreciem o gateball;  g) evitar palavras ou atitudes que causem desconforto  a árbitros ou a jogadores adversários;  h) sempre que possível, no final de uma partida, cumprimentar os adversários, agradecer aos juízes pelo trabalho e colaborar na arrumação da quadra (juntar bolas, levantar tacos, zekken espalhados no chão); i) usar roupas adequadas, mantendo boa aparência e higiene; j) saber aplaudir bons lances (fine play) realizados pelos batedores, sejam eles da sua equipe ou da equipe adversária;  k)  no momento em que se espera sua vez de jogar, evitar de carregar taco no ombro ou levantar o braço com o taco na mão, pois além de deselegante  oferece risco de acidente; l)  lembrar sempre que, mesmo sendo portador do título de juiz, enquanto está jogando, ele não é árbitro, portanto, deve obedecer às decisões dos árbitros que estão atuando; m)  ter respeito humano, independente de idade, gênero e origem;  n) ter lealdade e humildade.
     No seminário, houve também participação do presidente Toru Hondo que relatou algumas alterações de regras aprovadas pelo Comitê Internacional de Arbitragem, por ocasião do X World Gateball Championship, em setembro, na cidade de Xangai-China.  Entre essas alterações, talvez a que causou maior impacto no meio gatebolístico foi a abolição do direito de duas tacadas após a double touch (duplo touch) e três tacadas após o triple touch (triplo touch). As opiniões a respeito são divergentes, porém, essa alteração visa tornar o jogo de gateball mais dinâmico e atraente aos que assistem, pois os jogadores terão que utilizar táticas mais agressivas, ativando sobretudo lances de ataque, explica Hondo.  
     Na segunda parte do seminário, o coordenador Oga fez apresentação de algumas questões que geram dúvidas com maior frequência, com demonstrações práticas na quadra auxiliado por orientadores Hideharu Kunitake e Yuriko Okuyama.


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