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Notícia
28 de Novembro de 2009

Curso de arbitragem

     Melhorar o nível de arbitragem no gateball tem sido uma das constantes preocupações do departamento de arbitragem da União dos Clubes de Gateball do Brasil, nos últimos anos. A tendência que se observa nos meios gatebolísticos é de os jogadores se preocuparem em vencer nas competições, esquecendo-se de que arbitrar é um ato obrigatório para todos os praticantes desta modalidade, diferente de outros esportes, onde há grupo de pessoas exclusivamente para arbitrar.
     Assim, nos campeonatos, todas as equipes devem possuir pelo menos dois árbitros oficiais, isto é portadores de certificado conferido pelo órgão oficial, no caso do Brasil a UCGB, mediante aprovação nos exames. Os exames compreendem três níveis, sankyuu (3º grau),  nikyuu (2º grau) e ikkyuu (1º grau), aos quais um jogador pode-se submeter, com intervalos de dois anos entre o sankyuu e o nikyuu e de três anos entre o nikyuu e o ikkyuu. Naturalmente, a complexidade do exame aumenta conforme avança nos graus, com a exigência cada vez maior de conhecimento de regras e de manners.
     Vários cursos e seminários são oferecidos anualmente pela UCGB e suas regionais aos iniciantes e também aos portadores de títulos de árbitros, visando promover estudo e discussão de novas regras, assim como para fazer reciclagem de conhecimentos, com treinamento no campo.    
     O último curso de arbitragem deste ano foi realizado, no dia 8 de novembro, com a participação de 130 pessoas, sendo a maioria portadora de título em diferentes graus.  Às oito horas da manhã, sob coordenação do diretor Hatiro Honda, teve início o treinamento de gestures, seguido de orientação sobre posicionamento coordenado (renkei) de árbitros no campo, principalmente entre os chamados árbitro A (que observa a tacada do batedor) e árbitro B (que acompanha os efeitos causados pela bola lançada). A parte prática foi feita em grupos, distribuídos em quatro quadras, tendo em cada quadra três árbitros graduados de 1º ou de 2º grau para acompanhamento e orientação.  Após breve intervalo, teve a segunda parte do curso que consistiu de discussão sobre as regras e esclarecimento de dúvidas a respeito da norma convencional quanto à obrigatoriedade da indicação de direção do arremesso de bola ao fazer spark de um takyuu após o touch.
     A norma convencional instituída pela União, em abril deste ano, gerou uma série de dúvidas na sua interpretação, tornando-se necessário rever a sua redação e, ao mesmo tempo, explicar quanto aos seus objetivos, conforme esclareceu o diretor Honda: o principal objetivo da norma sobre a indicação da direção no spark é de se evitarem acidentes e cansaço causado ao árbitro por constante alteração da direção.  Para simplificar, disse Honda, só se aplica esta norma convencional para o caso de spark com o takyuu ao qual fez touch, mas tão somente de bolas da equipe adversária.    
     Para lembrar sobre a importância de manners na prática de gateball, falaram os diretores Kazushi Sugahara e Seizi Oga, e o curso terminou, com sucesso, por volta de 14 horas.


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