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Notícia
02 de Abril de 2009

Juízes de 1º e 2º graus propõem nova norma convencional

     Na reunião anual de juízes de primeiro grau (ikkyu) e segundo grau (nikyu) feita, no primeiro dia de março, no estádio de gateball do Centro Educacional e Esportivo Prof. Riyuzo Ogawa, assuntos relevantes de arbitragem e manners foram longamente debatidos pelos seus 67 participantes. A sessão foi dividida por itens, cabendo a coordenação geral e a moderação ao diretor de arbitragem, Hatiro Honda.
     A reunião teve início às 9 horas, sob apresentação do diretor de orientação Seijiro Nagata e palavras de Honda que expôs brevemente sobre os objetivos  da reunião.  A seguir, o presidente Toru Hondo fez sua saudação e comentou a respeito da situação atual de arbitragem no Brasil.  Segundo Hondo, o número de competições que há, nas regionais, é muito grande e gatebolistas, preocupam-se muito com os jogos propriamente, dando pouca importância às arbitragens.      
     Todos os oradores foram unânimes em declarar que os jogadores devem conhecer as regras em profundidade e que há necessidade de incentivar e educar praticantes mais jovens para melhorar o nível de arbitragem no Brasil.  Mas, antes de tudo, é preciso formar bons orientadores.
     Segundo Hondo, a regra de 10 segundos (time over) foi criada em 2003 pelo Comitê Internacional de regras de gateball da WGU-World Gateball Union, com o objetivo principal de evitar o desperdício do tempo de uma partida que é de 30 minutos.  Os 10 s da regra, na prática, nem sempre correspondem ao tempo real de 10 s, visto que diante de um batedor, por exemplo, com dificuldade motora, recomenda-se permitir uma tolerância maior, na avaliação do tempo que é feita mentalmente pelo juiz.  Segundo pesquisa realizada, quase todos os lances realizados pelos idosos ultrapassam o tempo estipulado pela regra. Os juízes devem possuir bom senso para distinguirem o excesso de tempo consumido por necessidade, conforme as condições físicas de cada batedor, daquele caso de demora provocada, propositadamente, para retardar a partida em  favor de sua equipe.
     A respeito do GATA- Grupo de Apoio Técnico em Arbitragem, houve relato sobre a  experiência  realizada em algumas regionais. Apenas algumas regionais conseguiram constituir o GATA. Muitos alegaram dificuldade por falta de árbitros qualificados para integrar o grupo. Seu funcionamento regular foi constatado nas regionais Sorocabana, Capital e Vale do Paraíba.
     Onari relata a experiência realizada na sua regional do Vale do Paraíba, onde os membros do GATA receberam incumbências específicas, como observação de gestures (gesticulações), acompanhamento de renkeis (posicionamento coordenado) entre os juízes e conferência do preenchimento de súmulas, durante as competições. Oga da regional capital é favorável à continuidade das atividades do GATA por julgar insuficiente a experiência apenas de um ano e propõe aumentar o número de membros participantes dessas atividades, conforme a possibilidade de cada regional, para que maior número de juízes trabalhem no sentido de aprimorar as técnicas de arbitragem.
     No que diz respeito à obrigatoriedade de batedores indicarem a direção de arremesso de takyuu para fora da quadra por lance de spark, todos acharam oportuna a criação de uma Norma convencional, instituindo penalidade a quem não fizer indicação.


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