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Notícia
31 de Março de 2008

Juízes de 1º e 2º graus discutem assuntos de arbitragem

     Reunidos no salão da Associação de Miyagui kenjin do Brasil, sita à rua Fagundes, 152, Liberdade, São Paulo, no dia 2 de março, os juízes de 1º grau (ikkyu) e 2º grau (nikyu) discutiram longamente sobre o tema relacionado à arbitragem de gateball.
     A reunião teve início às nove horas sob apresentação do diretor de orientação, Seijiro Nagata, e com a presença de 73 árbitros, procedentes de várias regionais dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
     A declaração de abertura coube ao diretor do departamento de arbitragem da União dos Clubes de Gateball do Brasil, Hatiro Honda,  que enfatizou a importância desta reunião, cujos objetivos vêm ao encontro dos anseios  da diretoria  da União, no sentido de melhorar o nível de arbitragem de gateball no nosso país.
     O presidente Toru Hondo, após dar boas-vindas a todos os participantes, disse também da importância do encontro, particularmente neste ano em que a UCGB juntamente com a Associação para comemoração do Centenário da imigração japonesa no Brasil estarão promovendo um grande Torneio Internacional de gateball.  O torneio será nos dias 5 e 6 de julho, com a participação de grande número de atletas do Brasil e do exterior, dos países sul-americanos, Canadá, Estados Unidos da América, Japão, Coréia, China, Taiwan, entre outros. Os juízes de 1º e 2º graus devem colaborar na arbitragem, além de, na qualidade de orientadores, incentivar todos os portadores do título de árbitro oficial a estudarem as regras e participarem  intensamente das atividades de arbitragem.
     Diversos assuntos foram postos em discussão, tais como disciplina ou manner de atletas, avaliação da implementação e funcionamento do GATA – Grupo de Apoio Técnico em Arbitragem, aprovada exatamente há um ano, na reunião dos juízes.
      Levantamento interessante feito pelo departamento de arbitragem da União revela que, no Brasil, existem atualmente 65 árbitros de 1º grau;  destes 52 têm mais de 70 anos. Portanto, é necessário formar mais árbitros graduados, de preferência jovens, para manter a estabilidade do quadro de árbitros.  Por outro lado, não basta conferir o título de árbitro aos novos candidatos, é preciso formar árbitros de qualidade, profundo conhecedores de regras oficiais e manners.  Daí a necessidade de se promover com frequência cursos e seminários de arbitragem, não só na capital de São Paulo, mas também ao nível das regionais para que maior número de pessoas possa frequentá-los.
      Segundo Honda, apenas cerca de 50% das regionais promovem regularmente cursos de arbitragem. As demais não o fazem por vários motivos, entre os quais a falta de orientadores nas suas próprias regionais, a regional está situada muito longe da capital de São Paulo, aliado à falta de recursos para convidar técnicos da União.
     As avaliações feitas sobre o GATA mostram que nove regionais constituiram seus GATAS, mas apenas quatro estão em funcionamento. Numerosos relatórios recebidos até o final do ano de 2007 apontam vários erros cometidos pelos árbitros, durante sua atuação nas quadras,  como preenchimento incompleto e incorreto de súmulas,  a não utilização de luvas brancas e wanshoo, o uso indevido de relógio-marcador pelos árbitros principal e auxiliar, falha no posicionamento coordenado de árbitros A e B, posturas e gesticulações incorretas, e, mais grave, a falta de conhecimento básico de regras.  A falta de cooperação de jogadores e capitães no campo  caraterizada por indisciplina e mau comportamento (manner), adicionalmente, tende a dificultar o trabalho dos árbitros. Orientadores de diversas regionais como Sugahara do Rio de Janeiro, Uemura de Paraná II, Tamagawa de Alta Araraquara, Kunitake de Sudoeste, Nagata de Fernão Dias, Kobayashi de Noroeste, Tagomori e Nagamine de Seitô, Onari de Vale do Paraíba, entre outros, tiveram manifestações favoráveis à campanha de aprimoramento de arbitragem.
     Tizuru Saito e Paulo Takamura, ambos da regional capital, alertaram sobre a necessidade de se pensar na segunda fase de trabalho do GATA que é a tomada de medidas corretivas das faltas observadas, isto naturalmente após a primeira fase que é de levantamento geral da situação de arbitragem no nosso meio.
     Todo esporte é um lazer, mas em algumas modalidades, principalmente nos esportes profissionais,  vencer é o mais importante, descaracterizando com certa frequência o espírito esportivo, de amizade, paz e disciplina.  
     Entretanto, conforme relata presidente Hondo, o gateball é um esporte essencialmente de lazer, onde disciplina é fundamental para que as competições sejam desenvolvidas num clima de paz e harmonia, criando-se ambiente favorável à formação de jovens atletas. Acrescentou o vice-presidente Sugahara, recomendando especial cuidado com relação a alguns comportamentos que os orientadores, assim como atletas de modo geral, devem possuir: não bronquear e não discriminar seus companheiros inexperientes, não falar mal dos outros por trás, não reclamar, não guardar mágoas, mas manter seu equilíbrio emocional e agir sempre com entusiasmo sem cometer excessos.
     Faltam poucos meses para a data do Torneio Internacional de gateball e, nesse torneio, à semelhança do que ocorre nos Campeonatos Mundiais, todas as quadras disporão de equipes de juízes que revezarão na arbitragem.  Para atender aos jogos desenvolvidos simultaneamente nas  16 quadras serão necessários no mínimo 100 juízes. Deverão ser convocados, preferentemente, os árbitros de 1º e 2º graus, e também elementos do 3º grau.  É imprescindível a cooperação de todos, disse Hondo.


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